terça-feira, 28 de maio de 2013

    pra chorar cubro rosto de lágri,mas
      translúcidas mostram minha pena,
           essa pluma que cócega e torta
             me tortura, ó lágri,mas puras
    que me velam sob cristaliníssima e
           sagrada e líquida madrepérola
(numa morna e então mormaçoterma
             clara e vera máscara serena),
         e revelam meu mais verdadeiro
                      e 1° segredo, sou feito
                     quase inteiro, uns 80%,
          desse sal, dessa água salgada,
a enciclopédia me refez, de tomo em tomo
foi distanciando a realidade das memórias
e foi trocando lente e lente do agora
bem mais escuro que color e transparente
estar presente, e vivendo cada instante
desde o seu antes, seu durante e decorrente
(enciclopédia novamente separando
cada meandro deste ser vivo e ciente),
de tomo em tomo pôr tijolos sãos e doutos
de muro a muro taxinômio da ciência
enciclopédia enturva toda transparência
nestas sentenças insistentemente esmurra
nomenclaturas, tão avessas às rasuras,
e das mesuras fez-se um forte, coma a coma;
a somatória? nada mais vejo ouço ou mundo
neste insistente pensamento que me doma.
muito mais me interessa uma maçã
do que todas essas pedras lunares
se o espaço atravesso, a escassez dos lares,
todo o universo, se inverto o amanhã
uma maçã ainda mais me interessa
que a matéria negra, poeira estelar,
que os nomes já dados, nomes por dar
mais que todo avanço, que toda pressa...
sempre a passar e ultrapassar luzanos
o saber humano, essa espaçonave,
não destrava o grão mistério em questão
e mesmo neste tempo, alem do quando,
e donde é um tanto menor o jamais,
por que existes e tombas, ó maçã?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

horrorosos vidros verdes nas janelas,
carros monstruosos quase me atropelam
se amarelam luminosos tricolores,
dos motores roncam pavorosos cantos
ensurdecedores requiens ruidosos,
mas saudosos desde flores, líquens, rochas
à saúde, desespertadores gritam,
emudeçam surdos sinos dos horrores

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

e você, qual
cara ou coroa
lançada    além
 (me enlaçastes)
moeda que agora
atingiu o ponto alto
máximo da vitória
ou do fracasso e
você encobriu ma
cabeça de dúvidas
v e n t a n u v e n s carregadas
de  enloucuras,  mas  que  nós
céu   daqui   pra
frente claro seja
calmo mar
suspenso

suspense no
                    m
                    o
                    v
                    i
                   m
                   e
                   n
                   t
                  o
                     de voltar à minha...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

||: i eu menino
eu-me
i nenhum elmo dalguma turidá
esse peso da ignociência
a ciência do ígneo ranço
ateando gorfômito
às ingenuiscências
i eu-me
niño diante o 'spelho
o dos velhos conselhos
o mesmo 'spelho
que outro dia
eu mesmo revisitaria
naquele quarto,
na velha casa...
i eu me niño sin elmo
mergulhei transpassant' íris
a dentrei pupil' afundo
  - Sou eu! Eu! - eu repetia aquele :||

terça-feira, 10 de abril de 2012

(língua das plantas)

luz na lilás e viva delírio
da paz or' antúrio... [miragem?]
ver dever deverdej' antes
que a lua mingü' antes
que 'nte verão
queime minhas
pétalas lindas folhas
já 'stão amareladas
peloamor de
deus-me-regue: